Estrangeiros no momento
2003-09-17
 
Please, Please me.
A introdução do please na versão inglesa dos avisos da CP,embora correcta, não deixa de revelar um excesso de zelo a que poderemos chamar de fellatio linguisticus, uma das facetas da genuflexão anglófila a que Portugal se dedica com fervorosa devoção.

Embora neste nosso mundo a admiração despropositada por tudo o que é britânico seja a regra, por outros lados fazem-no com mais moderação. Não sei se será a Aliança Luso-Britânica, a Filipa de Lencastre, a Catarina de Bragança, o vinho do Porto, o Wellington ou as spice girls, o que leva o nosso país a prostrar-se nesta adoração submissa.

Ficam-me os cabelos em pé quando oiço expressões do tipo "em terras de sua majestade". Badajoz, Marrakesh ou Chiang Mai também são terras das suas respectivas majestades. O que é que a velha tem a mais que os outros? O Juan Carlos, por exemplo, é bem mais jeitoso, simpático, e constitucional.

Por muito que a imprensa musical apregoe o contrário, o país das casas de banho alcatifadas não pode ser cool com certeza.AG

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