Estrangeiros no momento
2003-10-14
 
Schumi vezes 6
Conforme se previa, desde este fim de semana Michael Schumacher ganhou seis campeonatos mundiais e tornou-se o melhor piloto da história da Fórmula 1, sob qualquer critério que não seja o das pole-positions. Ao contrário dos nossos amigos do BdE, regozijo-me com o facto. Há que ter em conta que eu sou um tiffoso da Ferrari, dos que já estiveram em Maranello e tudo. E não há no desporto automóvel equipa que se compare ao fenómeno da Ferrari.
Será Schumacher mesmo melhor do que Fangio, Lauda, Prost ou Senna? Não se pode comparar, pois todos eles competiram em épocas diferentes. O próprio Schumacher, que não é propriamente modesto, reconhece isso; o que ele provou, julgo que claramente (por muito que isso custe ao Zé Mário) é que é o melhor da sua época, e só foi pena não ter tido, durante a sua carreira, um concorrente à altura (beneficiou, nesse aspecto, da morte prematura do Ayrton Senna).
Há no entanto dois momentos, nesta época de 2003, que definem o piloto e o seu carácter. O primeiro, em S. Marino, quando decide correr (e ganhou a corrida) logo após a morte da sua mãe. Schumacher corria em casa, teve todo o apoio do público, e ganhou, numa corrida que não deverá esquecer. Foi um momento decisivo do campeonato, quando se começava a duvidar da sua competitividade. E a verdade é que, contas finais feitas, tal decisão valeu-lhe mais um título - sem os pontos dessa corrida, não teria sido campeão.
O segundo momento, este sim, que define um campeão, ocorreu na Áustria. O que fariam, se estivessem dentro de um carro com o depósito de gasolina a arder? Eu julgo que saltaria imediatamente do carro, sem perder tempo. Schumacher, na boxe, permanece dentro do carro e parece dizer aos mecânicos "despachem-se e apaguem essa merda, que eu tenho que voltar para a corrida". Voltou, e ganhou. É o maior. Parabens, Schumi. FM

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