Estrangeiros no momento
2003-10-31
 
Tricky treat
Ainda em serviços mínimos, mas atendendo à data, desenterro um texto escrito e enviado a amigos há precisamente três anos. Não perdeu muita actualidade.

"Este é o fim de semana de antes do Halloween (pessoal de Inglaterra: vocês aí também têm Halloween?).
Custa-me a compreender o Halloween. Custa-me a compreender como é que a nação mais poderosa do mundo consegue ser tão infantil! O Halloween, para mim, é a demonstração cabal da infantilidade e irresponsabilidade do povo americano. Consigo compreender os putos e o "tricks or treats" (os meus senhorios que os aturem, porém - ainda bem que moro numas traseiras), por serem putos. Agora, os adultos, já me custa mais. Adultos, é como quem diz... São coisas como o Halloween que me fazem pensar se existe tal coisa como americanos adultos.
Ao menos o Carnaval, que se pode comparar ao Halloween, é uma festa com um significado que consigo entender. E foi e é cantada pelo Chico Buarque... Basta-me ouvir o "Vai Passar" para compreender tudo sobre o Carnaval. Talvez se o Chico mo explicasse, eu conseguisse compreender o Halloween. Talvez algum de vocês me consiga explicar...
Entretanto, fico a pensar se devo aderir às festas ou não. Será que devo arranjar uma fantasia de Drácula e esquecer o Kosovo ou o Médio Oriente? Será que devo procurar divertir-me e esquecer isto tudo? Vou tentar descobrir o que os americanos de esquerda pensam sobre isto e depois conto-vos, se estiverem interessados. Se não estiverem, conto na mesma.
Só um povo que festeja o Halloween é que pode ter um candidato presidencial como o George W. Bush. Ao fim e ao cabo estou-me para aqui a armar, e as notícias do dia no europeu Portugal, mesmo nos jornais sérios, têm a ver com o "Big Brother". George W. Bush, Big Brother, são farinha do mesmo saco. São genuinamente democráticos. São o que o povo quer. E é isso que me angustia, e ir às festas do Halloween não me vai ajudar nada.
Pode ser... " FM

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