Estrangeiros no momento
2003-11-07
 
7 de Novembro de 2003
Não quero terminar sem me referir aos desenvolvimentos contemporâneos.
O artigo de Álvaro Cunhal é, de facto, lamentável sem ser verdadeiramente surpreendente. Na verdade começa bem, ao reconhecer que a acção de 11 de Setembro de 2001 foi “terrorista” (nada mau, se pensarmos nas teses delirantes que se ouviram na altura, por parte de responsáveis do seu partido e não só). As considerações que tece sobre o combate ao terrorismo e a acção dos EUA também me parecem bem.
Porém, defender e esperar alguma coisa dos países com “comunistas” no poder (China, Cuba, Vietname, Laos, Coreia do Norte) só confirma que Álvaro Cunhal foi ultrapassado pela História e já nela não voltará a ter grande participação. Nem ele, nem a esquerda que o idolatra e que segue à risca tudo aquilo que diz. Não é essa esquerda que constituirá o necessário “perigo vermelho”. Dessa esquerda, só podemos ter pena e concluir que o 7 de Novembro de 1917 não valeu a pena.
No entanto, ao pensar em homens como Gorbachev e ao ler a sua entrevista, direi que algo valeu a pena, afinal, e que ainda há esperança.
Vou ver, hoje à tarde, o filme “Adeus, Lénine”. É bom não esquecer que o muro caíu faz no Domingo catorze anos. FM


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