Estrangeiros no momento
2003-11-02
 
Para a Carla
Neste dia, uma entrada mais pessoal.
“Ao entregar-se, a mulher experimentada parece dar mais do que a si mesma; enquanto a jovem, ignorante e crédula, não sabendo nada, nada pode comparar, nem apreciar. (...) Manifestam-se, aliás, indecisões, receios, temores, tempestades, na mulher de 30 anos que são impossíveis de encontrar numa rapariga. Chegada àquela idade, a mulher exige de um jovem que este lhe restitua a estima que ela lhe sacrificou; (...) ao passo que a rapariga só sabe queixar-se. Em suma, além de todas as vantagens da sua posição, a mulher de 30 anos pode tornar-se rapariga, desempenhar todos os papéis, ser pudica e ir ao ponto de se embelezar com uma infelicidade. Entre ambas ergue-se a incomensurável diferença existente entre o previsto e o imprevisto, entre a força e a fraqueza. A mulher de 30 anos satisfaz tudo e a jovem, sob pena de não o ser, nada satisfará.” (Honoré de Balzac, A Mulher de Trinta Anos) FM


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