Estrangeiros no momento
2003-11-27
 
Thanksgiving - a história
Esta é a principal data do ano em que as famí­lias americanas se reúnem. Ninguém fica indiferente a esta data; como em nenhuma outa, o país pára. Tal pode parecer estranho a um europeu, habituado a que o seu país pare e as famí­lias se reúnam somente entre o Natal e o Ano Novo ou na Páscoa. Nos EUA também é assim, mas não tanto.
A razão principal é que esta festa não tem nada a ver com nenhum aspecto religioso. É celebrada por gente de todos os credos, todas as raças, todas as condições sociais. Depois, cada religião tem as suas festas próprias.
Embora a esmagadora maioria da população seja cristã, esta festa consegue como nenhuma outra reunir todo o país. É um pólo de união para pessoas que partilham origens e culturas tão diferentes.
Há de facto um elemento religioso na origem da festa: está-se a agradecer as graças a alguém que é um Deus. O bonito é que pode ser um Deus qualquer, e tal festa foi integrada em todas as religiões tornando-se assim um acontecimento verdadeiramente nacional. De certa forma, a identidade nacional aqui sobrepõe-se à identidade religiosa. E eu acho este aspecto particular muito positivo. (Apesar de não me identificar minimamente com nacionalismos, especialmente na sua versão americana. Mas isto aqui é secundário.)
A direita que tanto insiste em que a Constituição Europeia tenha referências à "origem judaico-cristã" deveria considerar este caso (mas, como bem referem o Pedro Mexia e o Pedro Lomba, a direita tradicional é anti-americana). Do que a Europa precisava era de um Thanksgiving! FM


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