Estrangeiros no momento
2003-12-14
 
Pueblo nuevo
Este tem sido um ano aziago para a música cubana. Depois das mortes de Compay Segundo e de Célia Cruz, esta semana foi Rúben González. Se Célia sempre teve o reconhecimento que mereceu, por ter abandonado Cuba pouco após a chegada de Fidel Castro ao poder, Compay e Rúben tiveram de esperar muitos anos para serem consagrados pelo público mundial. Ainda bem que obtiveram esta consagração ainda em vida.
Compay Segundo era o rosto mais visível do projecto "Buena Vista Social Club", de que Rúben também participou. Neste projecto participavam castristas ferrenhos (como Omara Portuondo, grande amiga de Rúben) e moderados (como Compay). Célia Cruz, por sua vez, era talvez o rosto mais visível dos cubanos da oposição ao regime de Fidel exilados nos EUA. Quando ambos morreram, ainda estava nos EUA. A morte de Compay mereceu grande destaque nos EUA (títulos de página inteira "Adiós Compay" nos jornais hispânicos) e em Cuba. A morte de Célia, pelo que sei, foi praticamente ignorada em Cuba e parou, literalmente, as comunidades hispânicas nos EUA. As cadeias de televisão das comunidades hispânicas não falaram noutra coisa por uma semana. Célia Cruz teve direito a dois funerais, na Torre da Liberdade em Miami e na Catedral de Saint Patrick em Nova Iorque. Havia filas de horas de fãs que queriam contemplar a cantora pela última vez. A biografia de Célia Cruz é, de resto, um tema interessantíssimo, recheado de episódios notáveis. Fica para outra altura.
Tenho curiosidade de saber como foi esta notícia da morte de Rúben González recebida em Cuba e pela diáspora cubana nos EUA. Ó André Figueiredo, e se desses um pulinho ao Spanish Harlem? FM

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