Estrangeiros no momento
2004-01-13
 
A volta do Dom Coelhone
Um dos acontecimentos políticos recentes foi o jantar de desagravo a José Lamego, que não foi pago por nenhuma cimenteira (atendendo à proveniência dos comensais, a começar pelo homenageado, deve ter sido pago directamente pela CIA).
Para mim que, estando tão farto deste governo, já digo que voto em qualquer coisa para me ver livre deles, foi bom voltar a ver reunidas, todas juntas, as razões para não votar no PS. Assistiu-se assim à volta do "velho PS" (já houve quem lhe chamasse tralha), personificado por quem sempre por ele deu a cara: Jorge Coelho.
Decidiu Jorge Coelho, como sempre, que a culpa era do PCP. Isto a propósito da recente condenação de outro ilustre elemento da tralha, Edite Estrela. De acordo com Coelho, portanto, o mais importante não é que se apure a verdade (foi neste sentido, e só com esta finalidade, que agiu o PCP): o mais importante é que se mantenha o poder, custe o que custar. Demonstra assim Coelho que não aprendeu nada com o caso Fátima Felgueiras, nem com as premonitórias palavras de José Barros Moura: ganha-se uma câmara para se perder o País.
A juntar a isto, Coelho demonstra o que espera de um eventual parceiro de coligação: que se mantenha no seu lugar, sem fazer muitas ondas, pois como disse em tempos "quem se meter com o PS leva".
Eu confesso que já me tinha esquecido de que o PS poderia ser, e é, assim. Mas nas próximas eleições (principalmente as presidenciais) não esquecerei. FM

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