Estrangeiros no momento
2004-02-27
 
... e um mau fim?
Mas o grande desenvolvimento que tem passado desapercebido está ligado ao Iraque. E não tem a ver com a inexistência de armas de destruição massiça. Tem a ver com o completo colapso da política norte-americana para o país. Finalmente emergiu uma liderança política iraquiana, mas não aquela que Washington esperava. Com muita paciêcia e valendo-se do apoio popular, o lider religioso xiita Ali Sistani acabou com os planos americanos de instalar um governo nomeado em reuniões de notáveis. E já determinou a agenda futura. O actual conselho provisório deve ser o orgão que assumirá a soberania iraquiana a meio do ano, com o único objectivo de realizar eleições até ao fim do ano. Sistani já domina o conselho provisório porque metade dos seus membros são xiitas que lhe prestam vassalagem, incluindo o antigo favorito do Pentagono Ahmed Chalabi. Como os americanos não podem ter ondas no Iraque neste periodo eleitoral, Sistani levará a sua adiante. E à cautela já exigiu uma resolução da ONU com a data das eleições iraquianas, para que depois das eleições americanas não surjam surpresas. Aos americanos resta agora manterem os sunitas na linha, à espera do futuro governo xiita. Quanto aos curdos, podem não conseguir a independência de jure, mas vão procurar garantir um estado dentro do estado, e lutar para que Kirkuk seja a sua capital. Quem se ri no meio disto tudo são os iranianos. NA

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