Estrangeiros no momento
2004-02-14
 
Mordejai Vanunu - Refém do Grupo Armado, na posse de armas de destruição massiva, chamado Governo de Israel






Os árabes podem ter o petróleo, mas nós temos os fósforos.(Ariel Sharon)

Referindo-se a Shimon Peres, Issam Makhoul, deputado israelita disse:
Creio que será julgado severamente pela história por duas coisas: pelo seu papel na construção do reactor de Dimona e pela ordem que deu, quando era Primeiro Ministro, de cometer um acto de terrorismo ao sequestrar a Mordejai Vanunu em Itália em Setembro de 1986.

Vieram do serviço de inteligência e me disseram que se falasse me passava o mesmo que a Vanunu.(Trabalhador de Dimona, doente de cancro)

Mordejai Vanunu, é físico, mais específicamente nuclear e faz 18 anos, foi sequestrado em Itália pela facção denominada "Mossad" do grupo terrorista "Governo de Israel". Mordejai foi acusado de haver revelado segredos de estado e condenado a 18 anos em 1986. Parece ser que a mediados dos anos noventa o grupo terrorista "Governo de Israel" chegou a mudar o lugar onde o mantém refém para um hospital psiquiátrico.

O "crime" de Mordejai Vanunu foi haver revelado ao jornal britânico "The Sunday Times" que o grupo terrorista "Governo de Israel" possuía um plano de construção de armas de destruição massiva (ou como as chamam o Governo de Israel, "armas de defesa definitiva"), mais específicamente, armas nucleares. Informação que se veio a revelar correcta.

Mordejai Vanunu, um judeu nascido em Marrakesh, contou durante seu "julgamento" o período da sua infância em que na praça de Jamma el Fna (só este nome já é toda uma declaração de intenções, entende quem lá esteve, os outros terão que ir) de Marrakesh ao final do dia se juntavam "pessoas de todas as partes para vaguear e divertir-se", como quem relembra episódios de um Éden perdido.

Em abril de 1997 Mordejai dizia a Edgardo Krawiecki que apenas queria do "Governo de Israel" que o deixasse conviver com outros presos. Desde faziam naquele momento mais de dez anos que ele se encontrava em total isolamento. E depois aos embaixadores de Israel pelo mundo lhes faz confusão o que se diz do regime israelita...

Deveria ser libertado este ano mas existem dúvidas sobre seu futuro. Já foram publicadas notícias que afirmam que a Mordejai não será permitido sair de Israel depois de cumprida a pena. Mordejai no entanto, ele mesmo, já expressou o desejo de deixar Israel e viver nos Estados Unidos depois de cumprida a pena. Em carta escrita ao presidente Bill Clinton, que fez vários esforços para que recebesse a liberdade condicional (como é que não querem que eu goste do senhor?), e onde agradecia a preocupação de Bill, afirmava o desejo de não viver em Israel:

"Não posso ser cidadão de um estado que converteu minha vida em algo de tão duro tantos anos."

Mordejai terminava a carta solicitando a Clinton que lhe concedesse a cidadania americana.

Este post humildemente relembra este homem esquecido pelos meios de comunicação mundiais e que terá replicado aos juízes que o condenaram:

"Uma acção como a minha ensina aos demais que a própria reflexão, a de todo individúo, não é menos importante que a de seus chefes. Estes fazem uso da força e sacrificam milhares de pessoas no altar da sua megalomania. Não os sigam as cegas."

Há que dar atenção ás palavras deste homem que em dado momento foi internado "num hospital de malucos", nestes tempos de soldados que matam crianças, e constroem muros, separando-os de mães assassinas que se suicidam com vários kilos de dinamite em discotecas, para vingar a morte de seus irmãos mortos no dia antes, desde um helicóptero conduzido por netos de sobreviventes de Auschwitz, cujos pais se convenceram que o sofrimento de seus avós lhes dava o direito de roubar terra... terra prometida... como João que prometeu o apocalipse de fogo, e Mordejai avisou que o povo eleito já tinha ele também um plano para chegar lá... RF

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