Estrangeiros no momento
2004-06-27
 
A covardia premiada
Paradoxalmente o homem conhecido por "Durão" Barroso, e que descobriu depois de um curto período de radical hipocrisia que o caminho do poder é o da covardia estrategicamente administrada, parece estar em vias de alcançar o cume de sua fulgurante carreira política: presidente da Comissão Europeia.

Nem mesmo o presidente de governo espanhol, Zapatero, escapou a covardia generalizada e já apresentou o seu apoio a candidatura de Durão. Inclusive França e Alemanha parecem estar mais interessadas em salvar politicamente a inepta administração norte-americana e recolher os eventuais dividendos de sua boa acção, que em manter-se coerentes e assim não premiar aqueles que contribuiram para que a tragédia iraquiana se consumasse.

Como diz David Byrne em seu último albúm:

"What's good for business is good for our soul
The weak must perish, the strong alone survive
The world that we created by working hand in hand"

, traduzindo assim o sentimento de impotência perante um mundo que parece já haver tomado um caminho para trás sem retorno para frente a curto ou médio prazo. O mesmo transparece Prince em seu último albúm. Ultimamente ando a ouvir através da aparelhagem a voz da razão norte-americana que silenciosamente sobrevive longe dos focos de seus canais de televisao.

Não quero este "presidente europeu" escolhido a dedo por meia dúzia sem consulta popular e que representa a covardia e hipocrisia reinante nos corredores europeus e do mundo, e não os ideais ou vontades de nenhum povo. Não quero esta comunidade europeia. Não quero minhas mãos suja da porcaria de que é feita esta gente e este mundo. Vivemos nossa relação com o mundo como um casal que se odeia e despreza, e que dormem juntos na mesma cama de costas um para o outro porque não têem dinheiro para comprar outra cama nova.

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