Estrangeiros no momento
2004-07-14
 
Kenny Garrett
O segundo concerto foi dado pelo quarteto de Kenny Garrett



Kenny Garrett – saxofones alto, soprano
Vernell Brown - piano (e nao o anunciado Carlos McKinney)
Kris Funn - contrabaixo
Ronald Brunner – bateria

Garrett deu um grande espectáculo, nao perfeito, mas um espectáculo que agradou sem dúvida. A primeira hora teve Garrett agarrado ao saxofone alto, em constante diálogo/provocação com o seu jovem baterista. Desde o início da carreira, ao lado de Miles Davis, Garrett mostrou ser capaz de captar a essência coltraneana. Nesse aspecto é o continuador de Gary Bartz e Sonny Fortune, que também começaram com Miles e ainda hoje evocam Coltrane no saxofone alto. E também do muito esquecido James Spaulding, que deixou obra na Blue Note ao lado de Freddie Hubbard.

Mas Garrett tinha outra característica, que levou Miles a considerá-lo o melhor dos seus últimos saxofonistas: o seu som é impregnado de soul. Nos anos 50/60 Sonny Criss havia combinado uma concepção be-bop com uma sonoridade soul, que lembrava Johnny Hodges. Hoje é Garrett a pegar nessa herança, mas sobrepondo-lhe uma técnica coltraneana. O magnifico som de Garrett esteve em evidência no duo que tocou com o pianista.

Porém, após o duo, Garrett passou-se e decidiu fazer um rap. A voz ate funcionou bem, mas a coisa prolongou-se por demais, e com demasiados apelos ao público. Seguiu-se um final funky animado, mas bastante demagógico. Sem dúvida um músico que gosta de dar um bom espectáculo, mesmo que o gosto não seja perfeito.
NA


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