Estrangeiros no momento
2004-08-08
 
O Mau...
Na verdade a AACM tem tanto de om como de mau. E uma espécie de abrigo
espanhol. Num quarto está Anthony Braxton, representante do lado mais estéril
da música improvisada. Braxton rejeita explicitamente pilares fundamentais do
jazz como o swing, o blues e o gospel, mantém só a ideia de improvisação.
Ora o jazz não é só improvisação cerebral.

Braxton também é uma personalidade que representa o pior academismo. Os seus
temas com títulos pomposos, representados por esquemas. Os seus escritos
grandiloquentes. As suas divagações filosóficas. Como classificar uma obra
tão pretensiosa como Tri-Axium Writings? Braxton é uma fraude intelectual
como os pós-modernistas franceses, parodiados por Alan Sokal.
Não por acaso diz ser influenciado pela física de partículas e pelo misticismo
primitivo... e apesear de tais vacuidades é a referência para todo o mundo
académico da música improvisada.

Ora a referência teria de ser Cecil Taylor. Toda a concepção musical de
Braxton, a ideia de "pulse music", foi clonade de Taylor. Também as tendências
pseudofilosóficas foram copiadas de Taylor. Mas Taylor foi um genuino
pioneiro, que criou a sua estética, e o total empenho físico do seu desempenho
elevam-no acima dos seus defeitos. Paradoxalmente Taylor beneficiou de ter
poucas oportunidadesdes gravar no inicio da carreira. Isso levou-o a
aproveitar ao máximo essas oportunidades, sem a dispersão que surge quando
todos os concertos são gravados e editados. O Taylor de hoje não e ó meu
músico preferido, mas ainda assim seria alguém que eu gostaria de ver na
Gulbenkian, a um preço em conta!
NA


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