Estrangeiros no momento
2004-09-07
 
Israel Ataca Estados Unidos


Parece absurda a noticia mas é verídica, só que corresponde a 8 de Junho do ano de 1967. Era a guerra dos 6 dias e um navio espia americano chamado Liberty foi enviado a 13 milhas da costa do Sinai. Durante 75 minutos caças israelitas não propriamente identificados estiveram atacando o navio americano, provocando a morte de 34 marinheiros norte americanos e ferindo outros 172. O caso foi abafado pelo presidente Johnson e pelos isarelitas. (A noticia sobre o sucesso apareceu na página 20 e tal do New York Times...) Os marinheiros que sofreram o ataque receberam todos eles promoções e medalhas secretamente, foram destinados a lugares distintos para serem isolados entre si, e lhes foi exigido secretismo sobre o sucedido.
Hoje todos os sobreviventes admitem que era óbvio que os israelitas sabiam perfeitamente quem estavam atacando e tinham o objectivo de destruir o navio e provocar a morte de todos os seus passageiros. A versão semi-oficial sustenta que os israelitas tivessem cometido um falho inicial de reconhecimento (teriam confundido o Liberty com um navio egipcio com a metade do tamanho...) e depois procurassem esconder o erro não deixando sobreviventes. Isto logo a partida não explica o porquê de nenhum dos caças estar devidamente identificado. O que contribui para a segunda teoria, de que o ataque foi premeditado com a intenção de levar os Estados Unidos a pensar que o ataque houvesse sido provocado pelos egipcios, obrigando os Estados Unidos a entrar na guerra. Ou pura e simplesmente teriam atacado o navio com receio de que este houvesse interceptado mensagens que poderiam servir de prova contra Israel num processo de crimes de guerra, pelos massacres realizados pelas tropas israelitas contra soldados egipcios presos. Estados Unidos teria incoberto o caso e fingido acreditar no pedido de desculpas israelita pelo "erro cometido" para preservar as alianças externas (e internas) com Israel.
Estas duas últimas hipoteses parecem suficientemente razoáveis não fosse o dado recentemente descoberto de documentos de um "Comite 303" (reconhecido oficialmente pela CIA como um organismo que deveria tomar as decisões sujas em política externa com as quais a Casa Branca não deveria estar involucrada de forma directa...,a fonte é o próprio Helms, presidente da CIA no momento) que se referem a um plano para derrocar ao presidente Nasser do Egito além de referir-se com estranho detalhe a localização de um submarino israelita nas águas onde o ataque ocorreu.
A palavra chave que agentes israelitas e americanos reconhecem mas sobre a qual não comentam é "Operacão Cianeto" (Cyanide Operation). Um pouco de jogo linguistico pessoal, sugere "Cia Aide", ou seja, "uma mão amiga da CIA...", para os israelitas neste caso. (Sinceramente os gajos não têem muita imaginação...) A hipótese seria então que a CIA juntamente com Israel programassem este ataque previamente de maneira a poder ser apresentado como um ataque cometido pelas forças árabes que justificassem a entrada na guerra de Estados Unidos de forma "independente" de Israel. Isto explicaria os documentos, mas também o caso estranhissimo de Estados Unidos não haver enviado ajuda aérea ao Liberty durante 16 horas. Mas também de que durante estas horas aviões americanos armados com armas nucleares levantassem vôo para atacar a potência "retaliante" Egito, o que não chegou a concretizar-se por contra ordens de McNamara ao ser público no Pentágono a identificação dos atacantes como caças israelitas. Além disso existem testemunhos de espias norte americanos que afirmam terem interceptado mensagens que deixavam claro o desespero dos israelitas em abater o navio e a frustração ao finalmente não serem capazes e verem-se obrigados a terminar a operação.
Existe todo um passado que é necessário conhecer para perceber de onde vêem os monstros, não de justificar-los, mas de em lugar de demonizar-los perceber que existe um fluxo causal que não começa neles mas que neles termina, ou recomeça.
RF

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