Estrangeiros no momento
2004-12-15
 
De querer ser a ser-lo
Em poucos meses de governo socialista se está realizando uma revolução social branda em Espanha.

Processo de legalização abrangente da situação de emigrantes ilegais.
Direito de casamento e adopção a casais homossexuais.
Liberalização da investigação científica com células mãe.
Revisão da situação do ensino de religião nas escolas.
Desburocratização dos trâmites do divórcio.
Começa-se uma discussão sobre a regulação da eutanásia.
Penalização específicamente agravada da violência contra a mulher, e várias medidas de prevenção contra a mesma.
Abertura da discussão para uma revisão constitucional com vista a reformular o estatuto das autonomias regionais espanholas. Este último, um problema específicamente espanhol. E, para Espanha, o mais complicado de todos e o que exige maior coragem e cuidado.
Tudo isso além dos acontecimentos como a saída de tropas do Iraque, e retirada da aliança militar invasora do Iraque.

É a transformação da vontade de querer ser um dos povos mais civilizados do mundo em começar a realmente ser-lo. E isso depois de um atentado terrorista islâmico em larga escala que á partida se pensa que levaria na maior parte dos lugares deste mundo a um endurecimento do regime com medidas conservadoras. Mas não. Se eles, os terroristas atacavam a civilização ocidental, os espanhóis sensatamente decidiram ser mais ocidentais que nunca. Muito, mas mesmo muito poucos países serão tão ocidentais como essa Espanha pós 11 de Março que vai surgindo.

E Portugal? Antes se falava da Suécia, lá longe, quase no Polo Norte e se dizia que estávamos muito longe da vanguarda da civilização ocidental. Agora portugueses cada vez mais será mais dificíl manter-se esta desculpa. Está mesmo aqui ao lado. Basta querer, querer de verdade.
RF

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