Estrangeiros no momento
2005-01-31
 
Como e para quê? Sussurrar ou gritar?
O Rui Tavares do Barnabé aos gritos ou sussurros gritou em contra dos gritos alheios. Gritou que quem escreve não grita, não deve gritar. Rui, grita quem pode e quem quer, e quem grita por gosto é capaz de estar fazendo um filho. É capaz.
Mas, sem gritarias, sussurro que estranho como Helena Matos estranha, diz o Rui Tavares que gritando, que um senhor com muito pouco de novo e interessante para gritar ou sussurrar em catalão, espanhol ou português, haja ido gritar ou sussurrar o que sussurrou ou gritou na Fundação Mário Soares. Existe uma gente em Portugal que magoada pela história se alegra e se contenta com possíveis divisões no país ao lado. Esta gente termina simpatizando com "coisas" como ETA e que tais. Há gente dessa na direita e na esquerda portuguesa. Gente que ás vezes grita ou sussurra nas mesas de café, nos jornais e também nas fundações, sabemos agora.
Quando estava no Brasil existia um grupito absurdo de pessoas que defendia a separação do Estado de São Paulo do resto do Brasil. A razão para eles era que este país resultante teria um PIB per capita comparável a Suíça.
"O rei vai nú mas eu desperto porque tudo cala frente ao facto de que o rei mais bonito nú!" (Caetano Veloso - Estrangeiro)
Desta sinceridade não são capazes os europeus, está claro... Esta sinceridade faria gritar até o Rui Tavares amante dos sussurros, que como todos sabemos é aquilo que se faz sempre no Barnabé. Sussurrar. Eu gosto dos sussurros do Barnabé, ás vezes, só que não sabía é que eram sussurros.
Assim que para alguns europeus, incapazes da sinceridade deselegante e indiscreta destes paulistas, contra vontade brasileiros, lhes vem muito bem ter uma língua diferente á mão, mesmo que como no caso dos bascos tenham que resgatar uma língua rural sem forma escrita (uma espécie de Mirandês) e transformar a sua história na do reino de Navarra e os seus montes em virgens romanas e o seu sangue em ariano pré-histórico. Tudo isto aos gritos e bombazos.
A Galiza não tem apresentado muitos sinais de tendências separatistas últimamente. Sussurro isto não para desiludir portugueses saudosos de um menos pequeno Portugal. Mas para que pensem, sem gritarias, nas razões PIBescas, deselegantes, indiscretas e nada românticas de tão sinceros separatismos.
Já cada vez menos pessoas cantam, sussurram ou gritam a Internacional, e menos ainda em Portugal a propósito dos "reinos de Espanha".
RF

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