Estrangeiros no momento
2005-01-06
 
Em terra de cegos quem tem um olho é rei
Faz pouco menos de mil anos que o imperador bizantino Basil II, "O Assassino", conhecido como um dos maiores generais bizantinos (mas também como um homem baixo, feio, sujo e cruel, além de possuir uma misteriosa aversão as mulheres..., nunca havendo casado), na sua guerra contra os búlgaros, obteve uma vitória decisiva em 1014, em Cimbalongus. 15000 soldados búlgaros foram capturados e divididos em grupos de 100, onde em cada um, 99 deles foram feitos cegos, e um deixado com apenas um olho para guiar o seu "exército" até Prespa, onde o castelo do Tsar Samuel, rei dos búlgaros, se encontrava.
Deve haver sido uma imagem absolutamente espantosa: a longa caminhada destes milhares de cegos guiados por uns quantos caolhos.
Samuel, um homem já doente, quando recebeu no seu castelo, em Outubro de 1014, a processão horrenda do que sobrava do seu exército sofreu uma apoplexia e, finalmente, morreu dois dias depois.
Quatro anos depois em 1018, os balcãs estavam novamente totalmente submetidos ao império bizantino (e pela primeira vez desde a chegada dos eslavos) e ao seu imperador, Basil II, "O Assassino", agora con 60 anos.
As iluminuras ao lado contam a batalha e a posterior chegada dos soldados vencidos e cegados ao castelo do horrorizado Samuel.
A história do império bizantino desde 330 dC, com a mudança de capital do Império, de Roma para Bizâncio (mudando-lhe o nome para Constantinopla) por Constantino, primeiro Imperador Cristão, até a conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos chefiados por Mehmet II, em 1453, é contada de forma fascinante neste livrito ao lado que ando a ler. Por se acaso alguém também se entusiasma.


RF

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